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7 mitos sobre os filhos únicos

Os defensores das famílias numerosas poderão afirmar que os filhos únicos tendem a ser mimados, solitários ou egoístas. Mas isto não passam de estereótipos sociais infundados. Mais do que o número de irmãos, é o estilo parental que influencia como o filho vai ser, seja ele único ou não. 

Ao longo deste artigo, desmistificamos sete dos mitos que ainda giram em torno dos filhos únicos. 

Mito 1: os filhos únicos são agressivos e mandões

Facto: Na falta de irmãos, os filhos únicos querem ser incluídos e queridos. Diversos estudos demonstraram que os pais podem desempenhar um grande papel ao ajudar a garantir que o seu único filho “brinque e interaja bem com os outros”.

Mito 2: todos os filhos únicos têm amigos imaginários para compensar a sua solidão

Facto: Não há uma evidência científica que suporte esta teoria. Segundo Jerome Singer, professor de psicologia e estudo infantil na Universidade de Yale, “a imaginação é necessária para criar amigos fictícios, não sendo “propriedade exclusiva da criança 'única', isolada, doente ou deficiente. Os amigos imaginários têm o propósito de responder a uma necessidade. Servem para confrontar a solidão, para combater um medo ou para compensar sentimentos de fraqueza em relação a adultos ou crianças mais velhas.”

Mito 3: os filhos únicos são mimados

Facto: Ser mimado reflete a nossa sociedade, não o status de irmão. Os chineses temiam estar a criar uma geração de “pequenos imperadores” quando vigorava a política de filho único. Trinta anos depois, os investigadores constataram que os filhos únicos não são particularmente mimados, não tendo detetado diferenças entre as crianças que se relacionam só com amigos em comparação com as que têm irmãos. 

Mito 4: os filhos únicos são egoístas

Facto: Qualquer criança, num momento ou noutro, acredita que o mundo gira em torno dela. É expectável que os nossos filhos, tanto na infância como na adolescência, ajam de forma egoísta às vezes. Na ausência de irmãos, os pais acabam se calhar por cultivar mais — de forma inconsciente — as ferramentas de partilha e de entreajuda. 

Mito 5: os filhos únicos têm de fazer tudo à sua maneira

Facto: As crianças com irmãos geralmente têm mais dificuldades em saber “quem manda”. Isso ocorre porque têm de partilhar constantemente brinquedos, horários de televisão e pais. Pelo contrário, os filhos únicos acabam por ter bastante claro de que forma seguir determinado caminho. 

Mito 6: os filhos únicos são dependentes

Facto: Devido à orientação dos adultos e da falta de irmãos para se apoiar, os filhos únicos são mais autossuficientes. Eles tendem a ser muitas vezes mais independentes do que aqueles que têm irmãos e irmãs para cuidar deles.

Mito 7: os filhos únicos amadurecem muito rapidamente

Facto: As crianças com irmãos relacionam-se e falam com os seus irmãos em vez de com os seus pais. Por seu lado, os modelos principais dos filhos únicos são os pais. Resultado: as crianças copiam o comportamento adulto e os padrões de fala dos adultos, desenvolvendo boas capacidades de raciocínio desde cedo. Isso torna-os mais bem preparados para lidar com os altos e baixos do crescimento. É, portanto, uma coisa boa! 

Em resumo, ter ou não ter irmãos não define os adultos em que nos tornamos, pelo que é muito importante olharmos para o nosso desenvolvimento pessoal como resultado de muitos outros fatores. Por isso, quando um familiar ou amigo lhe disser que precisa de dar um irmão ao seu filho, recomende-lhe uma visita ao blogue da Chuva de Amor e a leitura deste artigo! 


Fontes: 

susannewmanphd.com 

uptokids.pt

activa.pt

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