Como reagir quando um filho único pede um irmão?

Geralmente, o assunto começa a ser abordado de forma muito discreta. A frequência e a intensidade com que é falado vai aumentando, até ao ponto de a frase “Mãe, quero um mano!” surgir a toda a hora. Se tem um filho e já não sabe como reagir quando ele pede um irmão, recomendamos que leia este artigo.  

Normalmente, a criança começa a sentir vontade de ter um irmão, porque os amigos ou os colegas de escola têm irmãos, ou porque querem companhia para as brincadeiras.

Nas últimas décadas, tem-se verificado uma tendência das famílias optarem por ter menos filhos. Muitos casais decidem ter um filho único, devido às mudanças sociais que têm ocorrido. O facto de tardarem a ter a primeira criança ou a falta de condições financeiras são algumas das razões que justificam esta situação.

Veremos, então, qual a forma de reagir a este pedido tão habitual nas crianças. 

Dê uma resposta honesta e adequada à idade do seu filho 

A vontade de ter um irmão surge na cabeça de um filho único naturalmente. Sendo inesperado ou não, a reação dos pais não devem fugir à questão nem mentir. 

É importante explicar convenientemente à criança qual a perspetiva dos pais quanto a essa possibilidade e fundamentar as suas escolhas.

Os pais devem explicar à criança quais são os seus planos a esse nível. Se a ideia for não terem mais filhos, deverão justificar. Se, por outro lado, pretenderem dar-lhe um irmão, digam-lhe para quando está previsto fazê-lo e expliquem as implicações na vida familiar.

No entanto, há que adequar as explicações e a abordagem à idade da criança. As crianças muito pequenas podem não querer mesmo ter um irmão e apenas ter curiosidade de saber porque não têm um. Nestes casos, não serão necessárias muitas explicações de fundo. 

As crianças mais velhas podem já ter maturidade para entender, por exemplo, que a situação financeira dos pais não lhes permite ter mais filhos. E, a partir de uma certa idade, podem perceber que os pais tentaram uma segunda gravidez, mas não conseguiram. 

Se uma razão para ter só um filho prende-se com o desejo de conciliar melhor a vida familiar com a vida profissional, essa também deve ser abordada, caso a criança já tenha idade para compreender esta questão. 

Reforce a importância do bem-estar familiar

Qualquer que seja a perspetiva do casal, é fundamental mostrar à criança que o objetivo principal é garantir o bem-estar de todos. Deverá ficar claro que o maior fator influenciador da decisão é garantir o equilíbrio e a felicidade de toda a família. Nestas conversas, é muito importante também enfatizar o quão ama o seu filho. 

Reflita em conjunto com a criança 

Quando surge o pedido de um irmão, é importante refletir com o seu filho sobre as mudanças que implicaria a chegada de outra criança. 

Muitas vezes, os mais pequenos tendem a focar-se nos aspetos mais positivos, partindo do seu ponto de vista. No entanto, há questões menos boas que devem ser abordadas também, para evitar alguns problemas no momento da chegada de um irmão.

É importante realçar que todas as decisões relacionadas com o planeamento familiar são muito pessoais e cabem unicamente aos pais. Em todas as situações, há vantagens e desvantagens, pelo que o mais importante é salvaguardar o bem-estar e a felicidade de todos.

Independentemente da situação, aceite-a com tranquilidade

Uma criança — com ou sem irmãos — tem mais probabilidade de estar contente, se os seus pais estiverem confortáveis ​​e felizes com a composição da sua família. 

É bem mais fácil convencer um filho único de que a vida sem irmãos é igualmente maravilhosa, se aceitar e demonstrar que esta é uma realidade positiva, independentemente das circunstâncias ou das escolhas que conduziram até essa realidade. 

Fontes: 

externatochampagnat

psychologytoday 

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